sexta-feira, 31 de outubro de 2014

A MINA DE OURO INTERIOR



Um jovem cirurgião era filho de um mineiro de País de Gales, que trabalhava durante muitas horas e ganhava salário ínfimo. Como menino, frequentara a escola descalço, pois seu pai não dispunha de recursos para comprar-lhe sapatos. Frutas e carne somente eram servidos em sua casa duas vezes ao ano, em geral na Páscoa e no Natal; coalhada, batatas e chá eram os alimentos principais da sua família.  Certo dia, aquele rapaz disse a seu pai: “Papai, gostaria de ser um cirurgião, e vou lhes dizer porque. O menino que ia comigo para a escola sofria de catarata; um cirurgião o operou e agora ele consegue ver perfeitamente. Eu gostaria de fazer o bem como aquele médico”.  Seu pai retrucou-lhe: “Meu filho, tenho 3.000 libras (cerca de 8.000 dólares) de economia que reuni durante um período de vinte e cinco anos, a fim de custear os seus estudos, mas seria preferível não usá-las até que você tivesse terminado o seu curso de Medicina. Assim, você disporia de recursos para instalar um bonito consultório na rua Harley (área de concentração dos melhores especialistas de Londres), com o equipamento mais moderno e completo necessário à sua profissão. Enquanto isso, o dinheiro estaria rendendo juros e você teria maior segurança. A qualquer tempo que você realmente dele necessite durante o seu curso, poderá sempre dispor dele. Esse dinheiro é todo seu, mas eu preferiria deixá-lo rendendo juros, pois por ocasião da sua diplomação seria como que uma reserva imediatamente disponível”.  Estas palavras sensibilizaram profundamente o jovem, que jurou para si mesmo não tocar naquele dinheiro até o término do seu curso de Medicina. Em vista disso, fez todo o curso trabalhando a noite e nos feriados em feriados em farmácias e também ganhando dinheiro, no colégio, dando aulas de Química e de Farmacologia. Sua ideia principal era manter a promessa feita a seu pai de não tocar no dinheiro depositado no banco antes da sua diplomação.  Chegou finalmente o dia da diplomação e seu pai disse-lhe: “Meu filho, trabalhei toda a minha vida numa mina de carvão sem chegar a ser coisa alguma. Não tenho, nem jamais tive, qualquer dinheiro no banco. Desejo que você se dedique a escavações mais profundas e que encontre a mina de ouro do seu tesouro interior, que é ilimitada, inexaurível e eterna”.  “Por um momento”, disse-me o cirurgião, “fiquei sem palavras, estupefato e confuso. Após alguns minutos, recuperei-me do choque e do constrangimento e, subitamente, ambos caímos na gargalhada. Só então compreendi que aquilo que meu pai havia realmente querido ensinar-me era o sentimento da riqueza, traduzido pelo pensamento da existência de uma grande importância em dinheiro no banco destinada a me assistir em caso de necessidade.  Isto deu-me coragem, fé e confiança e ensinou-me a acreditar em mim mesmo. A crença de que tinha 3.000 libras no banco produzira o mesmo efeito do que se realmente elas ali estivessem depositadas no meu nome”.  Esse cirurgião observou ainda que tudo que obtivera exteriormente não fora nada mais do que um símbolo da sua fé, visão e convicção interiores. Seu pai não tinha dinheiro algum para pagar os seus estudos, mas daquela forma fez-lhe ver as maravilhas que a vida lhe reservava! O segredo do sucesso, da realização e da consecução dos objetivos da vida de todos os homens do mundo reside na descoberta do poder miraculoso do pensamento e do sentimento. Nosso amigo cirurgião sentiu-se confiante, como se o dinheiro realmente existisse!

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